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Antoni Gaudí arquiteto catalão
Malú Carvalho

São tantas as exuberantes obras, que fica difícil saber por onde começar a falar desse grande arquiteto. Símbolo de Barcelona, Antoni Placid Gaudí i Cornet, ou simplesmente Gaudí, destacou-se por sua forma autêntica de criar. Quem nunca ouviu falar da Sagrada Família? Quem nunca quis visitar o Parque Güell, ao saber das maravilhas que o esperavam?

Gaudí nasceu em 25 de junho de 1952, na província de Tarragona, e faleceu em 10 de junho de 1926, aos 73 anos. Arquiteto catalão, passou a maior parte da sua vida em Barcelona. Estudou arquitetura na "Escuela Superior de Arquitectura de Barcelona", e ainda estudando, começou a trabalhar para ajudar seu pai a pagar o seus estudos. Com o fim dos seus estudos, que muitos dizem ter tardado para acontecer, Gaudí começou a realizar obras cada vez maiores e significativas.

Na sua primeira fase, ele foi influenciado pelo arquiteto francês Eugene Vollete-le-Duc, com o estilo marcante gótico. Depois, ao conhecer o seu futuro parceiro e cliente de obras, Eusebio Güell, a quem dedicou várias obras, ele começa a mostrar os princípios e técnicas da arte nova. Ao concretizar-se no ramo da arquitetura, adotou um estilo próprio, além de criar sua marca: um arco parabólico catenário. Uniu várias tendências e as resumiu em formas fantásticas e estruturas complexas.

Dentre suas várias obras, a maioria se encontra em Barcelona. As mais conhecidas sã a Casa Batlló, assim chamada porque era de prioridade do industrial emergente Josep Batlló, que contratou o arquiteto Gaudí para reformar um prédio já existente; Casa Milà (La Pedrera), com um estilo próprio e diferenciado; Parque Güell, considerado pela UNESCO um Patrimônio Mundial; e a mais exuberante de todas, a Sagrada Família, ainda não conluída. Grande parte de sua vida foi dedica à construção dessa igreja. Dizem que ela só será terminada em 2030, passando ainda por algumas gerações.

O fim de sua carreira se deu aos 73 anos, vítima de um atropelamento por um bonde. Devido aos seus trajes simples, muitos acreditavam que se tratava de um mendigo, assim, ele foi levado a um hospital para pobres. Somente depois, reconhecido por amigos, foi transferido para um quarto particular. Apesar das tentativas, ele não resistiu aos ferimentos e faleceu três dias depois. Seu corpo foi enterrado em um cripta na igreja da Sagrada Família.

Desse modo, percebe-se que dedicou sua vida à arquitetura, mantendo-se solteiro por toda ela. O ano de 2002, no 150° ano de nascimento do arquiteto catalão, foi escolhido para celebrar o Ano Internacional Gaudí. Houve exposições, conferências, novidades editoriais, visitas monitoradas, espetáculos em locais gaudianos, séries de desenhos animados, peças de teatro, ópera, ou seja, um verdadeiro caldeirão de cultura em homenagem a esse grande artista. Atualmente, está em andamento o seu processo de beatificação no Vaticano.

Ano após ano, suas obras continuam sendo o centro das atenções da grande Barcelona. A pergunta não é: "Quem nunca ouviu falar da Sagrada Família? Quem nunca quis visitar o Parque Güell, ao saber das maravilhas que o esperavam?". A verdadeira pergunta é: "Quem nunca ficou extasiado com a exuberância, criatividade e autenticidade de Gaudí?" Porque, não importa qual seja a sua obra ou onde ela esteja, todas elas são a prova da existência de um grande arquiteto, incompreendido na sua época, mas ovacionado pelas gerações futuras e tido como um dos verdadeiros mestres da arquitetura.



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